sexta-feira, 9 de abril de 2010

Apresentação do Gestar II São José do Norte POA 29/03/2010

PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR
IMPLANTAÇÃO DO GESTAR II MUNICÍPIO DE SÃO JOSE DO NORTE
PROFESSORA FORMADORA LUCIA HELENA S. PEREIRA
Introdução:
A formação continuada de professores é uma das várias metas a ser perseguidas para qualificar a Educação no Brasil. Professores empenhados na busca constante de aperfeiçoamento do seu trabalho didático possibilitaram o desenvolvimento do Gestar II, fazendo com que as propostas apresentadas pelo programa viessem a encontro das necessidades e anseios constantes presentes no cotidiano dos profissionais da educação
Objetivos:
Visando à busca de soluções práticas para a problemática do ensino, o objetivo do curso foi identificar as dificuldades encontradas pelos professores, em relação ao ensino da Língua Portuguesa, e saná-las. Esta foi a meta do Gestar II:oportunizar o intercâmbio de conhecimentos dos cursistas através de encontros para a atualização do estudo da Língua Portuguesa.

Metodologia:
O curso ocorreu no período de 30/05/2009 a 19/12/2009 com a participação dos professores da rede municipal de ensino de São Jose do Norte. O tempo de duração do curso foi direcionado, ao estudo dos materiais e da bibliografia sugerida, na modalidade estudo à distância, das pesquisas individuais ou em grupo, das oficinas, das práticas aplicadas em sala de aula e da elaboração e aplicação dos projetos.
Resultados:
Observou-se uma participação satisfatória por parte dos professores, consequentemente uma resposta positiva ao trabalho que estava sendo proposto. Logicamente, este fato não exclui os vários problemas que tivemos no decorrer do curso como adaptação das escolas, liberação de professores e principalmente o tempo reduzido para a aplicação das tarefas exigidas. Mas, acreditamos que teremos uma resposta mais efetiva ao longo deste ano, uma vez que a formação deu suporte para que os professores pudessem preparar com mais tempo o material , as sugestões , amadurecerem as ideias, em fim, todos os recursos obtidos com sua participação no Gestar II.

Considerações finais:
Percebeu-se através dos relatos feitos pelos professores, apesar dos obstáculos encontrados, o quanto foi significativa e enriquecedora a interação e a socialização dos estudos, das práticas e projetos em sala de aula proporcionados pelo curso. O Gestar II serviu como instigador no processo de busca de soluções e inovações unindo desta forma o alicerce da Educação, os docentes.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

12º Encontro / Encerramento

12º ENCONTRO
19/12/2009
Neste dia nos reunimos para o nosso último encontro do Programa Gestão da Aprendizagem Escolar, Gestar II. Começamos com a observação dos Portfólios, este foi o momento de cada professor mostrar o seu trabalho diante o grupo, após fizemos uma breve reflexão do programa ministrado ao longo do ano letivo. Surpresas não houve visto que, em todas as discussões anteriores os pontos positivos e negativos do curso foram sempre muito debatidos entre nós.
Discutimos ainda sobre a execução dos projetos. Infelizmente, devido a todos os problemas ocorridos, paralisação do ano letivo por um tempo maior que o normal, o problema de tempo e vencimento de conteúdo programado, nem todos os projetos puderam ser postos em prática, mas os professores que conseguiram levar adiante seus trabalhos fizeram o relato de suas experiências o que foi bastante proveitoso. Pedi aos professores devedores da execução do projeto que já começassem o ano letivo de 2010 trabalhando com os mesmos. Pois todos os projetos o relato de seu desenvolvimento ficarão arquivados e a disposição na SMEC. Dei o prazo de seis meses a partir do inicio do ano letivo para a entrega deste material. Fiz também uma ficha de avaliação do curso a qual pedi que os professores preenchessem. Segue anexa.
Assistimos no data show um vídeo de motivação com o objetivo de que todas as discussões, reflexões e anseios em busca de um caminho melhor para educação seja , agora mais do que nunca após o gestar, uma constante na vida destes participantes do Programa.
Terminamos o nosso Gestar II no Municipio de São José do Norte com um coquetel de confraternização dos professores cursistas de Português e Matemática. Apesar e todos os problemas já citados ficou plantado em cada um de nós uma árvore que já deu os primeiros frutos, mas que deve ser regada, adubada para que siga produzindo. A busca por uma educação de qualidade não é feita a curto ou médio prazo, mas sim com paciência e a longo, a muito longo prazo. A educação, prática fundamental para uma sociedade justa no amplo sentido da palavra só se concretiza efetivamente, com a participação e luta ferrenha dos profissionais que nela atuam. Parafraseando Paulo Freire “ A educação sem uma função social é a maior das futilidades”. O Gestar II nos induziu a trabalhar em sala de aula para que as disciplinas de Português e Matemática passassem a fazer parte do cotidiano dos educandos, porque trabalha com o intuito de orientar para a vida prática todos os conteúdos que se aprende nos bancos da escola.

11º ENCONTRO

11º

11º ENCONTRO

15/12 /tarde

Com é de praxe o início da oficina é o momento dos relatos dos avançando na prática, alguns professores conseguiram aplicar em sala as tarefas do TP02, mas alguns tiveram dificuldade devido ao fator tempo, já que no final do ano letivo o tempo é pouco para as avaliações. Como foi proposto em encontros anteriores alguns professores aproveitaram as tarefas do Tp para avaliar e desta forma conseguiram vencer as exigências da escola e também executar a última parte do material do Gestar. Ainda com as informações fresquinha demos início a nossa oficina 04 do Tp 02, que tratava exatamente do trabalho com charge. Na verdade depois da oficina que participamos pela manhã ficou claro que na verdade iríamos trabalhar não com charge como orientava o TP, e sim com um cartum. Como o grupo é pequeno pedi que cada um lesse e respondesse as questões que pedia o material.

Após socializamos com a leitura e os comentários referentes ao exercício e pedi uma breve avaliação da mesma. Terminamos o nosso encontro e marquei para sábado dia 19/12 o nosso último encontro do programa Gestar. Pedi que os professores cursistas levassem o material , ou seja o portfólio para que pudéssemos visualizar o trabalho feito por eles ao longo do Gestar II.

Oficina com o chargista

A oficina foi bem produtiva e fez com que nós, professores de Português e Educação Artística nos interássemos das novidades e pudéssemos aproveitá-las no nosso trabalho em sala de aula. Também nos propiciou um contato direto com um artista da terra, alguém bem próximo que pode e deve ser aproveitado para futuras oficinas, não só com professores, mas também com alunos. Terminamos a oficina e marcamos para o mesmo dia, na parte da tarde a oficina 04 do GESTAR II.

Fotos da oficina com o desenhista Lord Lobo


10° encontro

10º Encontro
/Manhã
Começamos o nosso encontro do dia 15/12 na escola CAIC, com uma oficina oferecida pela SMEC. O convidado para ministrar a oficina foi o desenhista, cartunista Lord Lobo. Ele conversou conosco e contou as várias atribuições que tem na trabalhando no Jornal Agora da cidade do Rio Grande, mostrando conhecer bastante o papel de educador, uma vez que começo dando aulas no ensino fundamental na disciplina de Educação Artística. Além de cartunista ele também produz e desenha algumas histórias em quadrinho que já fazem bastante sucesso no meio deste tipo de produção, como por exemplo a HQ “Penitente”.
A seguir uma breve amostra do trabalho do desenhista Penitente: Depois de estrear, no mês de setembro, na seção Arte Independente, o zumbi-vigilante conhecido como “Penitente”, criado pelo quadrinhista Lorde Lobo, volta ao portal da operadora de telefonia móvel Oi, mas desta vez comoatração principal.Desta vez, o internauta poderá conferir duas aventuras do anti-herói nacional aqui:
“A oferenda” – Uma seita satânica busca trazer ao nosso mundo um poderoso demênio, mas para isso precisa oferecer a vida de uma pessoa. Conseguirá o nosso protagonista impedir tal coisa? Argumento, cores e letras de Lorde Lobo; roteiro de Edvanio Pontes e arte e arte-final de Nel Angeiras.
“Luar sangrento” – Enquanto vigiava as ruas da cidade, Penitente sente a presença de uma terrível criatura que busca espalhar sua maldição entre as mulheres que encontrar pelo caminho. Roteiro de Alan Yango, arte de Marcelo Salaza, arte-final de Kal J. Moon e cores e letras de Lorde Lobo.
A arte da capa ficou por conta do artista Carlos Alexandre.
Penitente – é um ex-assassino profissional que, depois de morto, estava prestes a ser julgado e condenado ao Fogo Eterno quando Deus lhe propôs a chance de se redimir de seus pecados. Para isso ele teria que voltar ao mundo dos vivos – ainda que em seu corpo morto – e salvar 70 vezes 7 vezes o número de vítimas inocentes que executou em suas missões e, ao mesmo tempo, mandar de volta ao Inferno algumas criaturas que de lá tenham fugido. Proposta aceita, ele agora está condenado a vagar pela Terra como um zumbi até que sua penitência esteja cumprida.
Lorde Lobo – Jornalista-ilustrador e arte-educador, atuando desde 1992, já tendo publicado em diversos jornais e revistas da cidade do Rio Grande. Atualmente publica no Jornal Agora ( www.jornalagora.com.br ). Já participou de inúmeras exposições e publicou em diversos fanzines (revistas independentes geralmente reproduzidas em erox), mas ficou conhecido por ter editado a revista Areia Hostil, título que foi premiado como o melhor prozine nacional no 18º HQ Mix, em 2006.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

FOTOS DA OFICINA 03 DO TP2

9º ENCONTRO

9º ENCONTRO

12/12

Começamos nosso encontro com os relatos dos professores sobre as atividades aplicadas em sala de aula. Estamos tendo problemas nas aplicações das atividades, uma vez que com a chegada do período de avaliações de final de ano o tempo não está permitindo levar adiante os trabalhos com o Gestar II. Já começamos com está reclamação por parte dos professores, porém deixei claro que eles podem dar continuidade a este trabalho o ano que vem. E com certeza farão com mais segurança sem a preocupação do fator tempo que nos atormentou durante todo o ano letivo trabalhado paralelo ao Programa. Alguns professores, que conseguiram aplicar as atividades socializaram a prática com os demais e logo após partimos para a parte III da oficina. Nela trabalhamos em duplas, nosso grupo é pequeno e neste dia por motivos de trabalho em outra escola, fato que vem ocorrendo frequentemente dois professores faltaram.. Cada dupla escolheu um texto para trabalhar. Abaixo temos o trabalhado elaborado pelas duplas, referentes a esta oficina. Marcamos o nosso próximo encontro para o dia 15/12, pois nesta data teremos uma oficina com o cartunista Lord Lobo, que trabalha no Jornal Agora do da cidade do Rio Grande, oferecida pela Secretária de Educação do Município de SJN. Como a nossa próxima oficina aborda este tema aproveitamos esta data para trabalharmos a oficina 04 do TP2.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

8º ENCONTRO
05/12
Este sábado foi destinado ao estudo do TP2. Havia pedido previamente a leitura deste conteúdo, por isso começamos com a exposição oral dos professores sobre o que haviam estudado. Individualmente cada um fez um resumo dos conteúdos lidos exemplificando, sempre que possível, para facilitar a compreensão dos demais, visto que cada um ficou responsável por duas unidades que foram escolhidas por mim no início do encontro. A discussão nos propiciou conhecer o que cada professor pensa e como trabalha em sala de aula, principalmente a questão da Gramática. Trocamos idéias e opiniões sobre como aprendemos a gramática na escola e como ensinamo-la aos nossos alunos atualmente.
Trabalhei as questões propostas na página 14 com o intuito de conhecer o conceito de gramática dos nossos professores.
Professora Lucia Garcia
A-Gramática é a ferramenta que eu utilizo para ajudar a adequar o texto do aluno à norma culta.
Ex: O meu aluno insiste em dizer “indentro”, e eu com o tempo, sutilmente mostro a ele o modo correto segundo a norma culta.
B- Sim, dou noções de gramática dependendo da série em que estou atuando.
“Na 5ª série, por exemplo, trabalho o substantivo” sem aquelas cobranças minuciosas. Tento trabalhar aquilo que me parece mais importante no momento para o aluno.
Professora Viviane Miranda
A- A gramática é um conjunto de regras estruturadas que permite ao falante organizar seus pensamentos de forma mais rígida, de acordo com o padrão estabelecido para a escrita e para o aprimoramento da oralidade.
B- Eu trabalho com a gramática de forma não imposta, obrigatória, mas sempre contextualizada, para que os alunos possam perceber o funcionamento interno e assim se expressarem com mais clareza, tanto na escrita como na fala.
Chegamos à conclusão que a gramática é necessária e deve ser ensinada, mas deve respeitar vários princípios para surtir o efeito desejado por nós professores. Desta maneira, concordamos que mais eficiente que o estudo das regras da gramática normativa puramente, seria trabalharmos a gramática das três formas: Gramática interna e o ensino produtivo, Gramática descritiva e o ensino reflexivo, e a Gramática normativa e o ensino prescritivo, um complementando o outro. Trabalhamos o texto “Gigolô das palavras” de Luis Fernando Veríssimo e vimos o Clip da música do Paralamas do Sucesso “Assaltaram a gramática”. Discutimos a crítica explícita, presente nas duas produções, em relação a prioridade da gramática normativa no ensino da Língua Portuguesa. Realizamos algumas tarefas da unidades 06,07 e terminamos o nosso encontro marcando para o dia 12/12 uma retomada do TP2 e a oficina 03 do mesmo.

Assaltaram a gramática

Assaltaram a gramática Meteram poesia onde devia e não devia
Assassinaram a lógica Lá vem o poeta com sua coroa de louro
Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia Agrião, pimentão, boldo
Seqüestraram a fonética O poeta é a pimenta do planeta. (Malagueta!)
Violaram a métrica
Paralamas do Sucesso

O gigolô das palavras

Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa ("Culpa da revisão! Culpa da revisão !"). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.)
A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse isso tudo para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas - isso eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas.
Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Mais comédias para Ler na Escola. São Paulo: Objetiva, 2008.